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Até ao fim do Tua
Tal como muita gente, eu tinha um sonho. O sonho de visitar este maravilhoso vale do Tua. Mas não era assim. Era de comboio. O vale é um vale encantado, lindíssimo, e o comboio a serpentear pelas encostas íngremes, quase que a desafiar as leis da física, sempre me incutiu um desejo enorme de passear com a cabeça de fora numa janela daquelas carruagens vermelhas. Mariquices. Mas mariquices que nos comandam a vida.
Mas depois o comboio caiu!
O sonho da maioria das pessoas passou então a ser andar por ali a pé, como se isso tivesse algum jeito…
Eu, no entanto, achava que o comboio ainda voltaria a andar depois daqueles acidentes. Santa ingenuidade. Punham lá um daqueles comboios modernos, elétricos ou a gás natural, a imitar as antigas locomotivas pretas a vapor, de rodas com raios vermelhos…
Mas depois veio a barragem!
E eu não me quero prenunciar, pelo menos muito, sobre a decisão da construção da barragem. O romantismo do Tua é enorme, é certo, mas a evolução é natural e imparável. Sei que muitas pessoas viviam da utilidade da linha, acredito que aqui neste vale existe aquela espécie (ou da flora ou da fauna) que é única e que vai estar em perigo de extinção, que a linha podia ser aproveitada para um turismo muito catita, e posso ainda tentar acreditar que, tal como afirmam os defensores da linha, o valor energético que provirá das turbinas desta barragem não vai chegar para nada… mas quero crer que a barragem vai ter o seu impacto positivo, porque é natural que uma albufeira dê ainda mais utilidade às pessoas da região, do que a simples linha. Porque uma albufeira é de água. E água é vida. E muitas mais espécies animais ou vegetais irão surgir por aqui, e com elas mais pesca, mais tudo. Para além da água proporcionar um outro tipo de turismo, que beneficiará também as populações do vale do Tua. Não é tão bonito ter ali o progresso? Se calhar não. Mas é o progresso!
Mas deixem-me sair daqui.
Bem, mas o que é certo é que com a Expedição às excelentes caches da Linha do Douro, do Cláudio e do Manuel comecei a reavivar o entusiasmo para a jornada. Caminhar nas linhas, nas pontes, nos túneis. São momentos únicos, onde se misturam alguns sentimentos, com tanto esforço físico e psicológico que é necessário para percorrer aquela imensidão de beleza.
Estava decidido. Das várias jornadas que tínhamos pela frente, esta impunha-se. Vem ai a barragem. Não é certo que o caminho fique intransitável já este ano, mas era melhor jogar pelo seguro. E assim foi mais uma expedição organizada com primor, e também amor, pelo Manel.
E era sexta-feira. Dia de arrancar rumo ao norte. Tinha sido giro fazer a viagem de comboio até à Foz do Tua, mas isso ainda requereria mais organização e dinheiro, de modos que a caridosa boleia dos Cadetes foi excelente. O caminho estava delineado, e estavam umas paragens estratégicas já programadas, quer para descansar, quer para comer, quer para procurar umas caches. Tanto foi que partimos por volta das 17h e chegámos já depois da meia-noite a Alijó. A parte mais bonita da viagem foi, por volta da meia-noite, chegar ao Pinhão com um luar brilhante a refletir no Douro e a iluminar aquelas fabulosas encostas vinhateiras.
Uma noite excelente de sono na novinha e confortável pousada da juventude, um excelente
e divertido pequeno-almoço e eis-nos a sair para as curvas vale abaixo até à foz do Tua. Sim, íamos subir a linha, da Foz até Brunheda. Exatamente o percurso que ficará submerso pelas águas da futura albufeira. Não podíamos perder tempo, não fosse a maré já estar a subir…
E ali estavam eles, os que pernoitaram na Foz, à nossa espera. Mas espera, são mais q’às mães. Huuummm, eram muitos espanhóis à mistura, afinal. Estavam a colar-se, para ver se não se perdiam a subir a linha. Mal sabiam eles onde se iam meter, misturarem-se connosco. Ahhh malucos!
Reunida a troupe, com a surpresa da companhia do JJJHome e do Clcortez, iniciou-se a caminhada ao longo ainda do Douro, a apreciar aquelas belas vinhas da outra margem que levavam com o solinho da manhã em cima.
Começou logo mal, ali na estação, dois atravessaram logo para o outro lado, para pisarem já as linhas estreitas do tua. Mas não, pá, é que íamos dar a volta por baixo, pelas ruas da aldeia até à ponte ferroviária da linha do Douro, que abraça as duas margens do Tua, mesmo no seu final. E onde estava, claro, uma cache.
Mas não a encontrámos.
Também não era pelas caches que cá tínhamos vindo, apesar de sermos todos geocachers de alto gabarito e coise.
Era pela linha. Pela Linha do Tua. Pela nossa linha. E estava já ali. Upa, e cá estamos!
E pisei a linha.
Sem medos! O comboio já não passa há muito tempo.
Já a tinha atravessado umas quantas vezes a pé, mas mais a norte, lá para Mirandela, mas sem reparar ao pormenor a sua característica mais marcante. É mesmo mais estreita! E tungas, uma foto!
Pronto, não ia ser assim tão difícil. São uns míseros 22 kms, o que é isso para um geocacher expedicionário? São trocos.
Mas não era isso que me punha mais à vontade. Era saber que entretanto tinham surgido uma catrefada de caches ao longo da linha e que, pelo menos, iria eu descansar mais umas 13 vezes. Isso era garantido.
Então, antes de seguir em marcha certa, linha acima, umas quantas poses à MAntunes para as fotos divertidas e arriscadas da praxe. Ficaram giras.
Depois de abrir a porta para a linha, no primeiro túnel, e entrar, constatou-se facilmente que nos primeiros metros a progressão por esta já mítica linha era lenta e não muito espetacular, pois a marcarem o território já se encontram umas grandes máquinas a escavacarem tudo, a prepararem as paredes do vale para suportarem o peso da água. Não sei bem como vão fazer o desvio do rio para a construção da muralha da barragem, mas penso que vão inovar, nesse sentido. Ouvi dizer.
O resto da descrição do passeio, da viagem, pelo vale do Tua, é praticamente indescritível, pois é difícil transcrever a sensação que se tem ali, envoltos por aquele forte vale, numa paisagem ainda muito natural, como que a linha não estivesse ali, tão bem que foi planeada e construida, a desenhar perfeitamente cada curva do rio que corre tão forte lá em baixo.
Só era difícil escolher por onde andar. Pelas traves o passo era muito curto. Para apanhar duas duma vez era demais e cansativo, alternar com traves e pedras, só mesmo para o Nesquik lá à frente, que parecia uma auto-motora a gasóleo a galgar tudo que nem um louco. De lado, onde as pedras do grosso cascalho já não imperam, era dificil também, ou porque a vegetação cobre tudo, ou porque o precipício até ao leito do rio ainda impunha respeito, ou então porque os poucos metros livres desse parapeito eram mesmo muito poucos e não apetecia andar a saltar sempre para cima da linha e voltar a saltar para fora. E fazer como o Bruno estava fora de questão, em equilíbrio por cima do carril.
E passámos a praia fluvial… pena. Estava a contar dar um mergulhinho, mas ela apareceu cedo demais. Ainda estava frescote, pois a sombra ainda nos protegia do sol a maior parte do percurso até então. E sabia bem, caminhar ao fresco. Garantido.
As estações abandonadas, pequenas e sem justificação aparente para existirem ali, no meio de nenhures, sem acessos que se percebessem a qualquer aldeia que fosse que existisse ali naquela selva, iam-se sucedendo. E nós iamos parando. Para abastecer o corpo com água, com um rissol, uma peça de fruta, ou mesmo uma cache, vá.
Mas eu as caches quase que nem as via. Quando chegava já estava de novo escondida. Quase em todas também não, não exageremos. Até que eu encontrei uma. Uau. Abri, e qual não é o meu espanto que o sr. da frente já havia escrito todos os nomes. Mas gostei da localização das caches, em geral. Sempre a um nível mais elevado do que era de esperar. Aposto que na esperança de não serem futuramente submersas.
E eu aqui sempre a trás.
Este ano, mais que os outros anos todos, não tenho muito fôlego. E ia ficando para trás. Se bem que ainda havia quase sempre o geocacher-vassoura com o PMR sempre a controlar os possíveis geocachers que pudessem ficar pelo caminho.
Mas o ajuntamento era inevitável. Para a paródia. Sempre paródia. Sempre boa disposição. Havia que comer o bolo. Os bolos. Haviam muitos bolos. Portanto, desenganem-se aqueles que pensam que estas caminhadas fazem bem ao físico de alguém. Nada disso. Por cada caloria que se perde no grande esforço de progressão metro a metro, km a km, entram pelo menos umas cinquenta e quatro, ou em formato de bolo de chocolate, de bolo de laranja, ou em rissol. Fruta que é boa e faz bem, tá quieto.
E foi assim que se passou o almoço, numa das estações, a de Santa Luzia. Lindo nome. Mas com parcas sombras.
Foto: MAntunes
Uma divertida sessão de fotografias com um rissol e o resto do percurso esperava por nós.
Não sei precisar qual a parte do percurso que gostei mais, pois cada metro que se anda, e apesar de termos que olhar muito para os pés, para ver em que trave os colocamos, as montanhas surpreendem-nos e o som dos rápidos do Tua desperta-nos os sentidos. A beleza é tanta que nem por um bocado consegui imaginar ali uma albufeira. Tenho que vir cá depois para a apreciar. De barco? Talvez. Eu acredito que o Tua ainda vais ser de mais pessoas ainda.
Estava a gostar muito. Mas também já estava muito cansado. Apesar de toda a água com que vim munido, mais que dois litros, senti falta dela nos últimos quilómetros. A falta de água, apesar de não ter sido crítica, deixa-me com a cabeça a ferver. E só me imaginava a mergulhar no rio. Era o que que precisava depois de uma aventura destas.
E foi o que tive!

Enquanto, no final do percurso, uns ainda tiveram forças de procurar mais uma cache, eu e outros poucos corajosos despimo-nos e vestimo-nos ali e pimba, mergulhámos na forte e fria corrente de água cristalina. Ahhhhhhhh, que a viagem não podia ter acabado melhor. Que delícia.
Mas não, ainda não tinha acabado.
Faltava voltar à Foz.
E mais uma vez nos juntámos uns quantos aos irmãos espanhóis. À espera do taxi e depois na própria viagem, que afinal foi só até ali ao café, onde nem me consegui sentar sem me darem para a mão uma cerveja fresquíssima, no ponto, como acho que nunca tinha bebido nenhuma. Fabuloso. Isso e uma empada da mãe do Ricardo!
E faltava o resto da viagem, até à estação. Dei a oportunidade de serem outros a acompanharem os espanhóis e calhou aos Mitorigeikos.
Muita curva até ao destino. Uma viagem que nunca terá comparação ao conforto do comboio. Nunca! E falta o cheiro do óleo queimado nas traves de madeira.
E no fim, mais duas caches.
E, claro, mais um jantar daqueles grandes. É o que eu digo. Não se convençam que o pedestrianismo faz bem à saúde. Faz, e muito bem, mas à saúde mental, não à saúde do físico! Foi uma posta mirandesa muito grande… meu deus! E o resto da pizza do João…
Quero deixar um grande obrigado, ou um obrigado bastante , ao MAntunes pela excelente organização e dedicação para que esta Expedição fosse mais um sucesso, como já é apanágio.
Não posso deixar de agradecer a todos os Expedicionários que participaram e me fizeram sentir tão feliz nestes dias de aventura. E também deixar um grande abraço a todos os que por motivos de força maior não puderam participar.
Foi memorável. Não vou esquecer!
E quero mais. Há mais linha para nós.
Obrigado bastante,
Vitor Sérgio, Almeidara, Aplicada, Bringer, BTRodrigues e Natacha, Cadete, CLCortez, Dom Vicenzo, JJJHome, Leao1, MAntunes e Mila, MitoriGeikos, Overdosenesquik, PauloHercules, Rémi, Ripajo e Silvana
As caches, por ordem inversa:
Publicado em Geocaching, Natureza, Viagens
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WhoCares for Armenia?
Ian Gillan, Tony Iommi & Friends.
Iommi e Gillan, após o terramoto em Dezembro de 1988, têm passado muito tempo na Arménia em missões de caridade. Caíram de amores pelo país e pessoas e têm dedicado muito trabalho a uma nação ainda em choque depois da tragédia.
Agora, e com a ajuda de mais músicos que dispensam apresentação, vão lançar um álbum com dois temas novos, compostos pelos dois, o qual reverte totalmente a favor da reconstrução de uma escola de música na capital arménia.
* Tony Iommi (BLACK SABBATH) – Guitar
* Ian Gillan (DEEP PURPLE, BLACK SABBATH) – Vocals
* Jason Newsted (METALLICA, VOIVOD, FLOTSAM AND JETSAM) – Bass
* Nicko McBrain (IRON MAIDEN) – Drums
* Jon Lord (DEEP PURPLE) – Keyboards
* Mikko “Linde” Lindström (HIM) – Guitar
E outros…
Publicado em Música, Sociedade e Saude
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Queremos uma Entrada Norte em Lisboa – St. Apolónia
A acessibilidade actual da Estação de Santa Apolónia em Lisboa é propícia a acidentes por obrigar os utentes a percorrer 150 metros de uma rua com passeios de largura inferior a 50 cms o que é manifestamente insuficiente para garantir quaisquer condições de segurança para os peões.

Em alternativa a esta situação pode ser criada uma “Entrada Norte”, através do CORTE DO MURO NORTE da estação, abrindo assim uma entrada directamente para o Cais 1, um local adequado aos passageiros, com acesso facilitado à passagem subterrânea que permite aceder às restantes linhas.
Para divulgar esta proposta foi criado o movimento “Entrada Norte” que agrupa cidadãos que pretendem colaborar para melhorar a acessibilidade da Estação de Lisboa – Santa Apolónia.
http://st-apolonia.org é o site oficial do movimento. Visita, divulga.
Também no Twitter @stapoloniaorg e no Facebook
Publicado em Sem categoria
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2011 com saúde e mais justo
Um bom ano.
Isto não é nada especial, também há-de ser um dia a seguir ao outro, como tem sido este. Mas pronto, podemos é ser melhores a cada dia que passa. Haja saúde!
E aqui vai uma sugestão para um 2011 mais justo, uma mensagem de email enviada por um tio meu:
“Instale os idosos nas prisões e os infractores em lares.
Assim, nossos idosos têm acesso a um chuveiro, passeios, medicamentos, exames odontológicos e médicos regulares.
Receber cadeiras de rodas, etc
Receber o dinheiro em vez de pagar o seu alojamento.
Teria direito a vídeo vigilância contínua, que permite imediatamente receber assistência depois de uma queda ou outra emergência.
Limpeza do quarto, pelo menos duas vezes por semana, roupas lavadas e passadas regularmente.
Um guarda visita a cada 20 minutos e podem receber refeições directamente no seu quarto.
Ter um lugar especial para atender a família.
Ter acesso a uma biblioteca, sala de ginástica, fisioterapia e espiritual, bem como a piscina e até mesmo ensino gratuito.
Pijamas, sapatos, chinelos e assistência jurídica gratuita, mediante pedido.
Quarto, casa de banho e segurança para todos, com um pátio de exercícios, rodeado por um belo jardim.
Cada idoso teria direito a um computador, rádio, televisão.
Teria um “conselho” para ouvir denúncias e, além disso, os guardas terão um código de conduta a ser respeitado!
Agora vem o pensamento:
Politicamente é correcto dar condições de existência a todos, mesmo aos reclusos.
Agora, o que não é admissível é a inversão dos valores em que se assiste à defesa dos mais fortes contra o desleixo dos que não se conseguem defender, como é o caso dos idosos e doentes.
Além do mais, é imoral que a sociedade se preocupe mais com aqueles que a não respeitam, que a atacam a cada dia e que a subvertem.
Que tal se sentem os que passaram uma vida a trabalhar para receberem umas migalhas em troca na sua velhice e sejam atacados directamente por aqueles a quem têm de sustentar???
A vida não é justa… mas não é necessário exagerar …”
E aqui vai uma sugestão para um 2011 mais justo, uma mensagem de email enviada por um tio meu:
“Instale os idosos nas prisões e os infractores em lares.
“Instale os idosos nas prisões e os infractores em lares.
Assim, nossos idosos têm acesso a um chuveiro, passeios, medicamentos, exames odontológicos e médicos regulares.
Receber cadeiras de rodas, etc
Receber o dinheiro em vez de pagar o seu alojamento.
Teria direito a vídeo vigilância contínua, que permite imediatamente receber assistência depois de uma queda ou outra emergência.
Limpeza do quarto, pelo menos duas vezes por semana, roupas lavadas e passadas regularmente.
Um guarda visita a cada 20 minutos e podem receber refeições directamente no seu quarto.
Ter um lugar especial para atender a família.
Ter acesso a uma biblioteca, sala de ginástica, fisioterapia e espiritual, bem como a piscina e até mesmo ensino gratuito.
Pijamas, sapatos, chinelos e assistência jurídica gratuita, mediante pedido.
Quarto, casa de banho e segurança para todos, com um pátio de exercícios, rodeado por um belo jardim.
Cada idoso teria direito a um computador, rádio, televisão.
Teria um “conselho” para ouvir denúncias e, além disso, os guardas terão um código de conduta a ser respeitado!
Agora vem o pensamento:
Politicamente é correcto dar condições de existência a todos, mesmo aos reclusos.
Agora, o que não é admissível é a inversão dos valores em que se assiste à defesa dos mais fortes contra o desleixo dos que não se conseguem defender, como é o caso dos idosos e doentes.
Além do mais, é imoral que a sociedade se preocupe mais com aqueles que a não respeitam, que a atacam a cada dia e que a subvertem.
Que tal se sentem os que passaram uma vida a trabalhar para receberem umas migalhas em troca na sua velhice e sejam atacados directamente por aqueles a quem têm de sustentar???
A vida não é justa… mas não é necessário exagerar …”
Publicado em Sociedade e Saude
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Gravar como WWF
Mais uma interessante e pertinente acção da WWF, a conhecida organização internacional que atua nas áreas da conservação, investigação e recuperação ambiental: acabaram de criar um formato de documento digital que não pode ser impresso, e uma excelente campanha associada. E nada melhor como este novo formato ter exactamente o nome… WWF.
O intuito é reduzir a pressão sobre as florestas a nível global, através da redução do consumo de papel.
Isto não é novidade, claro. Porque já se podem criar os PDFs com a opção de impressão inactiva. Mas a questão aqui ultrapassa as questões técnicas e pretende divulgar e expandir, de um modo simples e eficaz, este novo formato de ficheiros.
Para ler este tipo de ficheiros não é preciso nenhum programa especial para além do Acrobat Reader, ou qualquer aplicação que já interprete ficheiros PDF. Mas para os produzir basta fazer o download da aplicação, para MAC ou Windows, que é, obviamente, gratuita, e pode ser obtida aqui: http://www.saveaswwf.com/en/. Com esta aplicação é adicionada uma nova opção, “SAVE AS WWF”, ao menu de impressão dos documentos, como alternativa à impressoras instaladas. Assim, simples!
Assim que houver a versão em Português, vou tentar implementá-la na instituição onde trabalho, onde quase toda a gente parece ter um tique qualquer com o botão de impressão… os processos actualmente estão todos desmaterializados, está tudo em formato digital, mas é impressionante constatar que tanta gente ainda precisa de imprimir tudo.

É preciso criar consciência nas pessoas. O uso do papel tem que ser reduzido, pois a maioria das vezes, o mesmo é desnecessário. Este novo formato é um excelente contributo para isso.
Publicado em Computadores e a Internet, Natureza, Sociedade e Saude
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