O Range, a Foice e a Revolução

(Titulo por Rui Duarte)

Vamos ver se ainda sei colocar cenas aqui. Cenas giras…

Dia 25 de abril. 2016, dia de comemoração da grande Revolução pela Democracia e Liberdade, pelo que parecia justo haver jornada dos Homens da Luta do Geocaching.

Sempre em prol das populações locais, mais nomeadamente A-Dos-Cãos, os HLG têm ajudado na organização e concretização de várias e determinadas (giro, hein?) ações. Caminhadas, festas, etc.

Com o aproximar das Festas de A-Dos-Cãos lá para o meio de maio, foi então necessário fazer a prospeção do caminho em falta para a Caminhada programada para dia 14. Diz que passa em belos trilhos da Serra da Carva.

O Cláudio tinha ideia de um trajeto ideal para o regresso da Serra para a aldeia, mas no dia anterior, a pé com outros camaradas, não o encontrou.

Foi então solicitado apoio logístico dos restantes Homens da Luta. O Rui Duarte foi só para acompanhamento e registo dos acontecimentos, para depois se poder comprovar que… “este foi também dia da vegetação sentir o poder da Revolução!”, como ele próprio referiu.

Foi portanto de foice em punho a desbravar silvas e outro mato que o Cláudio liderava pelo caminho até então impercetível. Logo seguido pelo Range Rover da Classe Operária, a galgar lagos de lama, pedregulhos e também a desbravar mato às custas do sacrifício da linda pintura metalizada.

O caminho era de facto muito bonito, por entre as florzinhas que desabrocham nesta primavera que se estava a fazer difícil de se fazer sentir, e com os campos mais verdejantes que nunca, por o sol, que hoje finalmente nos visitava satisfatoriamente, incidir na farta vegetação que este verão deverá voltar a arder… Mas a progressão era lenta. Dois homens à frente, mas um deles não sabia, ou não queria, usar a enxada, e desculpava-se com a habitual caça de fotos à passarada, com truques e zooms para dar nomes esquisitos àquilo que não passa de… mais um pássaro, pá! Era portanto só o Cláudio a trabalhar, o que não foi suficiente para afastar todos os arbustos que insistiam em guinchar na pintura das portas do Range.

E não foi só. A vegetação ripostou e contra-revolucionou e… arrancou os cantos do para-choques traseiro.

Está bem que eu sempre quis experimentar o look à lá Range Rover dos anos 70, mas não havia necessidade de forçarem a situação. Os cantos não são realmente as peças mais  bonitas neste fabuloso e clássico automóvel, e aqueles ainda por cima já “recauchutados” e mal colocados após a pintura de há uns anos mereciam uma reformulação. Mas eu acho que consigo colocar aquilo melhor, de modos que fui a pé à procura dos ditos. E lá estavam eles agarrados a silvas e ramos de oliveira.

 

Mais uma vitória da classe operária, pá!

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uma mãe (quase) perdida numa aventura de geocaching

Isto é o registo de uma aventura em busca de uma Geocache.
Uma geocache é mais do que um tuperware escondido no mato.
O geocaching é uma atividade que pode ajudar-nos a sermos melhores. A vivermos melhor. A termos boas aventuras e aprendermos com elas.

Antes do Registo da mãe da familia da “equipa” Caracois Turbo, deixo apenas um pequeno enquadramento. Esta cache surgiu após uma experiência ao estilo “Spacebits Project” (Launch a balloon from Portugal into near space with a bunch of electronics and geek stuff. Recover it.), efetuado por uns amigos geocachers da zona de Aveiro. Lançaram ao ar um balão de hélio, com aparelho com GPS e emissor SMS pendurados. O balão atravessou Portugal e rebentou junto à fronteira, caindo os equipamentos transportados perto de Freixo de Espada à Cinta, num local que não lembra o diabo. Foram recuperar o equipamento e georeferenciar o local com uma Cache, claro.

A cache é esta: ARAE – http://coord.info/GC4TA5T

O registo que me impressionou foi este:

“Ponto de vista feminino:

Medo, sim muito medo. Muita ansiedade, sobretudo quando a noite se fez sentir e a minha desorientação me traiu.

Levar crianças no grupo ainda me fez ficar mais ansiosa. Nunca pensei que um dia colocaria o meu filho numa situação destas, mas mais uma vez, e porque todos os elementos se ofereceram para ajudar com o miúdo caso fosse necessário, toca a andar.

É preciso construir pontes entre nós, e essas pontes de confiança estabelecessem em ambientes mais agrestes. Aprender a confiar, sempre a mesma coisa, sempre o mesmo desafio que espero vencer em cada nova jornada. O geocaching tem sido nesse ponto fundamental. Nenhuma terapia me colocaria tão ao limite e tão em comunhão com todos os meus medos.

Ser mãe é uma coisa estranha que se aprende todos os dias, não existem manuais que nos digam como e quando agir. Não existem receitas mágicas para as relações mãe/filho.

Aprendo a ser mãe todos os dias, e erro todos os dias nesta relação parental. Estabeleço limites mas não estabeleço confiança. Transfiro os meus medos e os meus receios ao meu filho. Tenho um Caracol Turbo (pai) nas relações, que antecipa as minhas ansiedades, que ignora os meus medos, que dá confiança ao Caracolinho, que o ajuda a ser mais e melhor, e sobretudo a superar-se e a vencer-se em cada desafio, por tudo isso um muito obrigado desde já por esta cache e pela dificuldade que é fazê-la.

Através dela foi possível mais uma vez fortalecer a relação pai/filho, ao mesmo tempo que me obrigou a gerir os meus receios, as minhas fobias e mais uma vez a descobrir no Caracol pai, a fortaleza e discernimento humano face ao imprevisto que me continua a apaixonar até hoje.

Passo a passo se foi fazendo a montanha, descobrindo nos metros que ora aumentavam ora diminuíam consoante os zigues eram maiores que os zagues, que o corpo humano é capaz de muito mais do que imaginamos.

Para lá uma alegria contagiante que confrontava contra a agressividade do terreno. Contudo do lusco-fusco se fez noite num instante. As lanternas iluminavam o suficiente mas não acendiam o clarão que a vista necessita para ver tudo.

Quando perdemos a noção do que está ao nosso redor tudo se torna muito mais complicado. Ainda assim íamos animados, era já ali, já não faltava tudo e era possível. Os receios se é que existiram (e existiram com certeza)eram vencidos pela vontade.

Após a descoberta da cache e do pico da euforia do FTF, foi o momento em que todos caímos em nós. Era noite cerrada e era necessário fazer o caminho de regresso.

O que os nossos olhos já não conseguiam ver era assustador. Fazer o caminho de regresso pelo de chegada estava fora de questão, era muito agreste e tínhamos crianças no grupo. Optámos por escolher outro, muito às apalpadelas evitando maiores declives ou subidas mais acentuadas. Escusado será dizer que não valeu de nada. Até encontrarmos o trilho de que falavam, a volta foi grande e sinuosa. Se em alguns momentos víamos lá ao longe as luzes da vila e isso nos dava alguma tranquilidade, momentos depois e por largos minutos deixámos de as ver. Acentuou-se o meu sentido de desorientação, exacerbou-se o meu medo.

A cada gemido do meu filho que seguia à frente pela mão do pai, um aperto no coração, uma dor que vem de lugares que não sei explicar. E dá-se mais um passo, descobre-se mais um entrave, contorna-se mais um obstáculo, e o medo a navegar os sentidos: e se o miúdo cai, e se o miúdo torce um pé,e se… e se… tantos “ses”… que de repente tudo se tornou numa angustia quase incontrolável.

Depois o cansaço que trai os músculos, a noção que é necessário continuar sem sabermos muito bem se vamos demorar uns minutos ou umas horas.

A noção de que alguns dos elementos do grupo tinham levado pouca água, açucares rápidos eram também poucos ou nenhuns, e dou por mim a pensar em coisas que mais ninguém pensa, porque os outros não são como eu, ansiosa. Esta ansiedade mata-me e é essa mesma que o geocaching me está a ajudar a superar.

Levo o miúdo comigo, é só isso que me preocupa e me desgasta. Evito beber a água que lhe pode fazer falta, guardo à parte a água dele. Sei que tenho um rio perto se faltar água, é um recurso, tenho os primeiros socorros comigo, sinto-me mais segura. De quando em vez o telemóvel tem rede, menos mal. E tudo isto me inunda os sentidos e ao mesmo tempo que me desgasta emocionalmente dá-me uma força para continuar que me transforma.

Finalmente alcançamos o trilho, e ainda que desgastada, cansada, uma paz começa a inundar-me. Olho para a frente e em silêncio dou graças pelo caminho feito e por estarmos todos bem.

Mais uma vez um orgulho enorme no pai e no filho. Alguém sabia o que estava a fazer quando colocou no meu caminho há muitos anos atrás (tantos que já deixei de os contar) uma pessoa como o Paulo, que me fortalece, que me preenche, que me ampara e me ajuda a melhorar os dias, que me proporciona uma vida a dois plena de seguranças quando as incertezas me assolam. Pela mesma razão alguém me deu um filho para aprender a amar e para me ensinar a amar, para me ajudar a vencer as angústias e as inseguranças, para me fazer crescer como pessoa, em comunhão comigo mesma e com os outros, e sobretudo para me ensinar a confiar de novo, em mim e nos outros.

A cache é só um ponto no caminho desta grande jornada interior que nos proporciona a sua procura.

Pelo caminho, pela experiência vivida, por tudo o que me foi dado sentir, o meu muito, muito obrigado.”

logCaracoisTurbo

A história contada pelo Pai foi esta:

Caracois Turbo
[Caches Found] 1503
Found it
2014-01-25

“Esta é definitivamente uma cache diferente. Foi talvez a primeira cache do mundo a ser colocada de forma totalmente aleatória, sem intervenção humana na escolha do local. Podia ter caído em qualquer lado, no meio do rio, no meio dos campos ou no mar, mas caiu sim num local bastante interessante, com uma excelente vista para o rio Douro (Duero) e Espanha.

Por ter sido colocada de forma aleatória não cumpre quaisquer regras. Não está perto de nenhuma estrada, nenhum miradouro ou fonte, nem de nenhum VG. Está literalmente num sitio qualquer, onde ninguém passa nem ninguém vai, e num local onde provavelmente andava mais gente em tempos pre-históricos do que actualmente.

Porque todas as caches até então foram colocadas por pessoas, os locais e caminhos são mais ou menos previsíveis, e ao fim de algum tempo conseguimos encontrar as caches quase sem necessitar do GPS. As pessoas são previsíveis e inevitavelmente também os locais das caches. A experiência adquirida noutras caches, com dificuldade e terrenos semelhantes, e superiores de nada serviu aqui. Estimamos mal o tempo necessário e a dificuldade em lá chegar. Estimamos uma hora para percorrer os 500m que nos separavam da cache mas demoramos muito mais. Iamos felizmente mais ou menbos preparados para essa eventualidade, o que se revelou acertado.

Estacionamos os carros e fizemo-nos ao caminho. A presença de camionetas no outro lado da encosta era animadora, pois aparentemente até existia um caminho de terra até lá perto, mas ao fazer a aproximação vimos apenas a distancia aumentar em vez de diminuir, pois é necessário contornar um braço do rio até ao local já avistado. Ai, vimos novamente a distancia a diminuir, só que desta vez lentamente, com cada metro de terreno a ser conquistado e não percorrido. Uma hora depois tínhamos percorrido cerca de 200m apenas, vendo a luz do dia diminuir até se tornar penumbra.

E depois ficou noite. Escura, cerrada e sem qualquer luar. Ali não se vê rigorosamente mais nada. As únicas luzes que vemos são aquelas que levamos, e o GPS mostrava ainda 300m até ao GZ. Tenho a certeza que voltar para trás passou pela cabeça de toda a gente nesta altura, mas ninguém a verbalizou. Continuamos por isso, metro a metro até a uns 50m do GZ onde o acesso nos pereceu completamente impenetrável. Não o foi, mas se até aqui conseguimos progredir lentamente, aqui ficamos parados e tivemos que ali andar um bom bocado de um lado para o outro até encontrarmos um acesso menos mau ao local.

Conseguimos, não sem uns rasgos na roupa e na carne, e com o animo renovado verificamos que ali mais perto, a cerca de 20m o terreno era bom muito fácil. Seguimos o GPS rapidamente encontramos a cache, completamente seca e exactamente como o owner a deixou. FTF alguém gritou e todo o grupo se reuniu ali em volta para ver o que nos tinha levado até ali.

Depois era voltar. Ninguém quis seguir o caminho por onde tínhamos vindo. O GPS mostrava efectivamente outra caminho, também a cerca de 500m que seria certamente mais fácil. Talvez fosse, mas não creio. Sei que demoramos eternidades a lá chegar. Voltamos para trás algumas vezes, passamos riachos escorregadios, subimos e descemos rochas enormes, mas fomos andando, e apesar de lentamente fomos vendo a distancia diminuir.

Até que vimos os restos e uma casa, e junto a ela uma rede… e do lado de lá da rede derrubada um campo de oliveiras, com terreno bem tratado e por onde era fácil progredir. E depois o caminho, que apesar de longo nos levava directamente ao ponto assinalado como PK pelos owners… E dai até aos carros onde finalmente pudemos olhar para cima e apreciar o céu como nunca nenhum de nós tinha visto.

Esta cache é diferente. Não é complicada desnecessariamente, não está escondida para ninguém a encontrar, não está no topo de um monte de difícil acesso, apenas para complicar. Está apenas onde decidiu cair e mais nada, mas se alguém por ventura pensar que por ser simples é fácil está redondamente enganado. Está é uma cache que nos obriga a superar os nossos limites e que nos mostra que conseguimos fazer muito mais do que pensávamos ser capazes.

Obrigado!”

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blogas ou não, pá?

Opá, a vontade não tem sido muita, se bem que motivos para blogar não faltariam. Muita coisa tem acontecido, muitas mudanças foram feitas.

Algumas novidades vão sendo difundidas pelo twitter ou pelo instagram, ou por outra rede social qualquer… se bem que uma já foi à vida, o facebook. Fartei-me um cadito e para já não vou reativar a conta pois não tenho sentido falta nenhuma daquilo.

Image

Mas só para saberes, meu fiel seguidor (ou há mais que um?), que isto nunca esteve esquecido.

Abraços

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Até ao fim do Tua

Tal como muita gente, eu tinha um sonho. O sonho de visitar este maravilhoso vale do Tua. Mas não era assim. Era de comboio. O vale é um vale encantado, lindíssimo, e o comboio a serpentear pelas encostas íngremes, quase que a desafiar as leis da física, sempre me incutiu um desejo enorme de passear com a cabeça de fora numa janela daquelas carruagens vermelhas. Mariquices. Mas mariquices que nos comandam a vida.
Mas depois o comboio caiu!
O sonho da maioria das pessoas passou então a ser andar por ali a pé, como se isso tivesse algum jeito…
Eu, no entanto, achava que o comboio ainda voltaria a andar depois daqueles acidentes. Santa ingenuidade. Punham lá um daqueles comboios modernos, elétricos ou a gás natural, a imitar as antigas locomotivas pretas a vapor, de rodas com raios vermelhos…
Mas depois veio a barragem!
E eu não me quero prenunciar, pelo menos muito, sobre a decisão da construção da barragem. O romantismo do Tua é enorme, é certo, mas a evolução é natural e imparável. Sei que muitas pessoas viviam da utilidade da linha, acredito que aqui neste vale existe aquela espécie (ou da flora ou da fauna) que é única e que vai estar em perigo de extinção, que a linha podia ser aproveitada para um turismo muito catita, e posso ainda tentar acreditar que, tal como afirmam os defensores da linha, o valor energético que provirá das turbinas desta barragem não vai chegar para nada… mas quero crer que a barragem vai ter o seu impacto positivo, porque é natural que uma albufeira dê ainda mais utilidade às pessoas da região, do que a simples linha. Porque uma albufeira é de água. E água é vida. E muitas mais espécies animais ou vegetais irão surgir por aqui, e com elas mais pesca, mais tudo. Para além da água proporcionar um outro tipo de turismo, que beneficiará também as populações do vale do Tua. Não é tão bonito ter ali o progresso? Se calhar não. Mas é o progresso!
Mas deixem-me sair daqui.
Bem, mas o que é certo é que com a Expedição às excelentes caches da Linha do Douro, do Cláudio e do Manuel comecei a reavivar o entusiasmo para a jornada. Caminhar nas linhas, nas pontes, nos túneis. São momentos únicos, onde se misturam alguns sentimentos, com tanto esforço físico e psicológico que é necessário para percorrer aquela imensidão de beleza.
Estava decidido. Das várias jornadas que tínhamos pela frente, esta impunha-se. Vem ai a barragem. Não é certo que o caminho fique intransitável já este ano, mas era melhor jogar pelo seguro. E assim foi mais uma expedição organizada com primor, e também amor, pelo Manel.
E era sexta-feira. Dia de arrancar rumo ao norte. Tinha sido giro fazer a viagem de comboio até à Foz do Tua, mas isso ainda requereria mais organização e dinheiro, de modos que a caridosa boleia dos Cadetes foi excelente. O caminho estava delineado, e estavam umas paragens estratégicas já programadas, quer para descansar, quer para comer, quer para procurar umas caches. Tanto foi que partimos por volta das 17h e chegámos já depois da meia-noite a Alijó. A parte mais bonita da viagem foi, por volta da meia-noite, chegar ao Pinhão com um luar brilhante a refletir no Douro e a iluminar aquelas fabulosas encostas vinhateiras.
Uma noite excelente de sono na novinha e confortável pousada da juventude, um excelente e divertido pequeno-almoço e eis-nos a sair para as curvas vale abaixo até à foz do Tua. Sim, íamos subir a linha, da Foz até Brunheda. Exatamente o percurso que ficará submerso pelas águas da futura albufeira. Não podíamos perder tempo, não fosse a maré já estar a subir…
E ali estavam eles, os que pernoitaram na Foz, à nossa espera. Mas espera, são mais q’às mães. Huuummm, eram muitos espanhóis à mistura, afinal. Estavam a colar-se, para ver se não se perdiam a subir a linha. Mal sabiam eles onde se iam meter, misturarem-se connosco. Ahhh malucos!
Reunida a troupe, com a surpresa da companhia do JJJHome e do Clcortez, iniciou-se a caminhada ao longo ainda do Douro, a apreciar aquelas belas vinhas da outra margem que levavam com o solinho da manhã em cima.
Começou logo mal, ali na estação, dois atravessaram logo para o outro lado, para pisarem já as linhas estreitas do tua. Mas não, pá, é que íamos dar a volta por baixo, pelas ruas da aldeia até à ponte ferroviária da linha do Douro, que abraça as duas margens do Tua, mesmo no seu final. E onde estava, claro, uma cache.
Mas não a encontrámos.
Também não era pelas caches que cá tínhamos vindo, apesar de sermos todos geocachers de alto gabarito e coise.
Era pela linha. Pela Linha do Tua. Pela nossa linha. E estava já ali. Upa, e cá estamos!
E pisei a linha.

Sem medos! O comboio já não passa há muito tempo.
Já a tinha atravessado umas quantas vezes a pé, mas mais a norte, lá para Mirandela, mas sem reparar ao pormenor a sua característica mais marcante. É mesmo mais estreita! E tungas, uma foto!
Pronto, não ia ser assim tão difícil. São uns míseros 22 kms, o que é isso para um geocacher expedicionário? São trocos.

Mas não era isso que me punha mais à vontade. Era saber que entretanto tinham surgido uma catrefada de caches ao longo da linha e que, pelo menos, iria eu descansar mais umas 13 vezes. Isso era garantido.
Então, antes de seguir em marcha certa, linha acima, umas quantas poses à MAntunes para as fotos divertidas e arriscadas da praxe. Ficaram giras.
Depois de abrir a porta para a linha, no primeiro túnel, e entrar, constatou-se facilmente que nos primeiros metros a progressão por esta já mítica linha era lenta e não muito espetacular, pois a marcarem o território já se encontram umas grandes máquinas a escavacarem tudo, a prepararem as paredes do vale para suportarem o peso da água. Não sei bem como vão fazer o desvio do rio para a construção da muralha da barragem, mas penso que vão inovar, nesse sentido. Ouvi dizer.
O resto da descrição do passeio, da viagem, pelo vale do Tua, é praticamente indescritível, pois é difícil transcrever a sensação que se tem ali, envoltos por aquele forte vale, numa paisagem ainda muito natural, como que a linha não estivesse ali, tão bem que foi planeada e construida, a desenhar perfeitamente cada curva do rio que corre tão forte lá em baixo.
Só era difícil escolher por onde andar. Pelas traves o passo era muito curto. Para apanhar duas duma vez era demais e cansativo, alternar com traves e pedras, só mesmo para o Nesquik lá à frente, que parecia uma auto-motora a gasóleo a galgar tudo que nem um louco. De lado, onde as pedras do grosso cascalho já não imperam, era dificil também, ou porque a vegetação cobre tudo, ou porque o precipício até ao leito do rio ainda impunha respeito, ou então porque os poucos metros livres desse parapeito eram mesmo muito poucos e não apetecia andar a saltar sempre para cima da linha e voltar a saltar para fora. E fazer como o Bruno estava fora de questão, em equilíbrio por cima do carril.
E passámos a praia fluvial… pena. Estava a contar dar um mergulhinho, mas ela apareceu cedo demais. Ainda estava frescote, pois a sombra ainda nos protegia do sol a maior parte do percurso até então. E sabia bem, caminhar ao fresco. Garantido.
As estações abandonadas, pequenas e sem justificação aparente para existirem ali, no meio de nenhures, sem acessos que se percebessem a qualquer aldeia que fosse que existisse ali naquela selva, iam-se sucedendo. E nós iamos parando. Para abastecer o corpo com água, com um rissol, uma peça de fruta, ou mesmo uma cache, vá.
Mas eu as caches quase que nem as via. Quando chegava já estava de novo escondida. Quase em todas também não, não exageremos. Até que eu encontrei uma. Uau. Abri, e qual não é o meu espanto que o sr. da frente já havia escrito todos os nomes. Mas gostei da localização das caches, em geral. Sempre a um nível mais elevado do que era de esperar. Aposto que na esperança de não serem futuramente submersas.
E eu aqui sempre a trás.
Este ano, mais que os outros anos todos, não tenho muito fôlego. E ia ficando para trás. Se bem que ainda havia quase sempre o geocacher-vassoura com o PMR sempre a controlar os possíveis geocachers que pudessem ficar pelo caminho.
Mas o ajuntamento era inevitável. Para a paródia. Sempre paródia. Sempre boa disposição. Havia que comer o bolo. Os bolos. Haviam muitos bolos. Portanto, desenganem-se aqueles que pensam que estas caminhadas fazem bem ao físico de alguém. Nada disso. Por cada caloria que se perde no grande esforço de progressão metro a metro, km a km, entram pelo menos umas cinquenta e quatro, ou em formato de bolo de chocolate, de bolo de laranja, ou em rissol. Fruta que é boa e faz bem, tá quieto.
E foi assim que se passou o almoço, numa das estações, a de Santa Luzia. Lindo nome. Mas com parcas sombras.
Foto: MAntunes

Uma divertida sessão de fotografias com um rissol e o resto do percurso esperava por nós.
Não sei precisar qual a parte do percurso que gostei mais, pois cada metro que se anda, e apesar de termos que olhar muito para os pés, para ver em que trave os colocamos, as montanhas surpreendem-nos e o som dos rápidos do Tua desperta-nos os sentidos. A beleza é tanta que nem por um bocado consegui imaginar ali uma albufeira. Tenho que vir cá depois para a apreciar. De barco? Talvez. Eu acredito que o Tua ainda vais ser de mais pessoas ainda.
Estava a gostar muito. Mas também já estava muito cansado. Apesar de toda a água com que vim munido, mais que dois litros, senti falta dela nos últimos quilómetros. A falta de água, apesar de não ter sido crítica, deixa-me com a cabeça a ferver. E só me imaginava a mergulhar no rio. Era o que que precisava depois de uma aventura destas.
E foi o que tive!


Enquanto, no final do percurso, uns ainda tiveram forças de procurar mais uma cache, eu e outros poucos corajosos despimo-nos e vestimo-nos ali e pimba, mergulhámos na forte e fria corrente de água cristalina. Ahhhhhhhh, que a viagem não podia ter acabado melhor. Que delícia.
Mas não, ainda não tinha acabado.
Faltava voltar à Foz.
E mais uma vez nos juntámos uns quantos aos irmãos espanhóis. À espera do taxi e depois na própria viagem, que afinal foi só até ali ao café, onde nem me consegui sentar sem me darem para a mão uma cerveja fresquíssima, no ponto, como acho que nunca tinha bebido nenhuma. Fabuloso. Isso e uma empada da mãe do Ricardo!
E faltava o resto da viagem, até à estação. Dei a oportunidade de serem outros a acompanharem os espanhóis e calhou aos Mitorigeikos.
Muita curva até ao destino. Uma viagem que nunca terá comparação ao conforto do comboio. Nunca! E falta o cheiro do óleo queimado nas traves de madeira.
E no fim, mais duas caches.
E, claro, mais um jantar daqueles grandes. É o que eu digo. Não se convençam que o pedestrianismo faz bem à saúde. Faz, e muito bem, mas à saúde mental, não à saúde do físico! Foi uma posta mirandesa muito grande… meu deus! E o resto da pizza do João…
Quero deixar um grande obrigado, ou um obrigado bastante , ao MAntunes pela excelente organização e dedicação para que esta Expedição fosse mais um sucesso, como já é apanágio.

      

Não posso deixar de agradecer a todos os Expedicionários que participaram e me fizeram sentir tão feliz nestes dias de aventura. E também deixar um grande abraço a todos os que por motivos de força maior não puderam participar.
Foi memorável. Não vou esquecer!
E quero mais. Há mais linha para nós.
Obrigado bastante,
Vitor Sérgio, Almeidara, Aplicada, Bringer, BTRodrigues e Natacha, Cadete, CLCortez, Dom Vicenzo, JJJHome, Leao1, MAntunes e Mila, MitoriGeikos, Overdosenesquik, PauloHercules, Rémi, Ripajo e Silvana

As caches, por ordem inversa:

Found it 2011-05-15 A1 – E.S. Pombal N-S Leiria, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-15 Estela-Menir [Tondela, Viseu] Viseu, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-15 Igreja Paroquial de Bordonhos Viseu, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-15 # 19 Wtshnn – Capela de São José Viseu, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-15 # 20 Wtshnn – Pedra Furada Viseu, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-15 # 22 Wtshnn – Poço da Pombeira Viseu, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-15 # 24 Wtshnn – Ponte Romana Viseu, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-15 # 23 Wtshnn – Estrada Romana dos Almocreves Viseu, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-15 # 26 WTSHNN – UM POÇO AZUUUL… Viseu, Portugal Visit Log
Didn't find it 2011-05-15 Santa Cruz Da Trapa Viseu, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-15 # 01 Wtshnn – Largo do Calvário Viseu, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-15 # 28 Wtshnn – Stone Scream – O Grito da Pedra Viseu, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-15 # 02 Wtshnn – Palatiolo Viseu, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-15 # 04 Wtshnn – Santa Luzia Viseu, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-15 # 03 Wtshnn – Solar de Lourosa Viseu, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-15 Abandonada por você… Viseu, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-15 Sampedrense Viseu, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-15 Is Not My Time!!… Viseu, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-15 Ponte Pedrinha de Castro Daire Viseu, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-15 Vila de Castro Daire Viseu, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-15 One for the Road – A24 Viseu, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-14 Plátano Vila Real, Portugal Visit Log
Didn't find it 2011-05-14 Ponte Romana de S.Mamede de Ribatua Vila Real, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-14 Linha do Tua – Estação do Tua Bragança, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-14 Praia Fluvial da Sobreira Bragança, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-14 Linha do Tua – Estação da Brunheda Bragança, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-14 TUA-MIRANDELA (PARTE XII – TRALHÃO) Bragança, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-14 TUA-MIRANDELA (PARTE XI – SANTA LUZIA) Bragança, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-14 Linha do Tua – Estação de São Lourenço Bragança, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-14 TUA-MIRANDELA (PARTE X – IMAGENS PARA RECORDAR) Bragança, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-14 TUA-MIRANDELA (PARTE IX – SÃO LOURENÇO) Bragança, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-14 TUA-MIRANDELA (PARTE VIII – P.P.) Bragança, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-14 TUA-MIRANDELA (PARTE VII – T.F.) Bragança, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-14 TUA-MIRANDELA (PARTE VI – C.) Bragança, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-14 TUA-MIRANDELA (PARTE V – 12/2/2007) Bragança, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-14 TUA-MIRANDELA (PARTE IV – P.V.F.M.) Bragança, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-14 TUA-MIRANDELA (PARTE III – TRALHARIZ) Bragança, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-14 TUA-MIRANDELA (PARTE II – P.T.P.) Bragança, Portugal Visit Log
Didn't find it 2011-05-14 Linha do Tua – Foz do Tua Bragança, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-14 TUA-MIRANDELA (BILHETEIRA) Bragança, Portugal Visit Log
Write note 2011-05-14 TUA-MIRANDELA (BILHETEIRA) Bragança, Portugal Visit Log
Write note 2011-05-14 TUA-MIRANDELA (BILHETEIRA) Bragança, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-14 Pinhão D’Ouro Vila Real, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-14 Pinhão – Ponte sobre o Douro Viseu, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-13 Calvário – Tabuaço Viseu, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-13 Historical Villages – Trancoso Guarda, Portugal Visit Log
Found it 2011-05-13 Aventura do Rio Mondego III Guarda, Portugal Visit Log
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WhoCares for Armenia?

Ian Gillan, Tony Iommi & Friends.

Iommi e Gillan, após o terramoto em Dezembro de 1988, têm passado muito tempo na Arménia em missões de caridade. Caíram de amores pelo país e pessoas e têm dedicado muito trabalho a uma nação ainda em choque depois da tragédia.

Agora, e com a ajuda de mais músicos que dispensam apresentação, vão lançar um álbum com dois temas novos, compostos pelos dois, o qual reverte totalmente a favor da reconstrução de uma escola de música na capital arménia.

* Tony Iommi (BLACK SABBATH) – Guitar
* Ian Gillan (DEEP PURPLE, BLACK SABBATH) – Vocals
* Jason Newsted (METALLICA, VOIVOD, FLOTSAM AND JETSAM) – Bass
* Nicko McBrain (IRON MAIDEN) – Drums
* Jon Lord (DEEP PURPLE) – Keyboards
* Mikko “Linde” Lindström (HIM) – Guitar
E outros…

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Sempre!

25 de Abril, SEMPRE!

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Queremos uma Entrada Norte em Lisboa – St. Apolónia

A acessibilidade actual da Estação de Santa Apolónia em Lisboa é propícia a acidentes por obrigar os utentes a percorrer 150 metros de uma rua com passeios de largura inferior a 50 cms o que é manifestamente insuficiente para garantir quaisquer condições de segurança para os peões.

https://i2.wp.com/st-apolonia.org/site/wp-content/uploads/2010/10/IMG_0821.jpg

Em alternativa a esta situação pode ser criada uma “Entrada Norte”, através do CORTE DO MURO NORTE da estação, abrindo assim uma entrada directamente para o Cais 1, um local adequado aos passageiros, com acesso facilitado à passagem subterrânea que permite aceder às restantes linhas.

Para divulgar esta proposta foi criado o movimento “Entrada Norte” que agrupa cidadãos que pretendem colaborar para melhorar a acessibilidade da Estação de Lisboa – Santa Apolónia.

http://st-apolonia.org é o site oficial do movimento. Visita, divulga.

Também no Twitter @stapoloniaorg e no Facebook


Assina e divulga a petição.

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2011 com saúde e mais justo

Um bom ano.
Isto não é nada especial, também há-de ser um dia a seguir ao outro, como tem sido este. Mas pronto, podemos é ser melhores a cada dia que passa. Haja saúde!
E aqui vai uma sugestão para um 2011 mais justo, uma mensagem de email enviada por um tio meu:
“Instale os idosos nas prisões e os infractores em lares.

Assim, nossos idosos têm acesso a um chuveiro, passeios, medicamentos, exames odontológicos e médicos regulares.
Receber cadeiras de rodas, etc
Receber o dinheiro em vez de pagar o seu alojamento.
Teria direito a vídeo vigilância contínua, que permite imediatamente receber assistência depois de uma queda ou outra emergência.
Limpeza do quarto, pelo menos duas vezes por semana, roupas lavadas e passadas regularmente.
Um guarda visita a cada 20 minutos e podem receber refeições directamente no seu quarto.
Ter um lugar especial para atender a família.
Ter acesso a uma biblioteca, sala de ginástica, fisioterapia e espiritual, bem como a piscina e até mesmo ensino gratuito.
Pijamas, sapatos, chinelos e assistência jurídica gratuita, mediante pedido.
Quarto, casa de banho e segurança para todos, com um pátio de exercícios, rodeado por um belo jardim.
Cada idoso teria direito a um computador, rádio, televisão.
Teria um “conselho” para ouvir denúncias e, além disso, os guardas terão um código de conduta a ser respeitado!

Agora vem o pensamento:
Politicamente é correcto dar condições de existência a todos, mesmo aos reclusos.
Agora, o que não é admissível é a inversão dos valores em que se assiste à defesa dos mais fortes contra o desleixo dos que não se conseguem defender, como é o caso dos idosos e doentes.
Além do mais, é imoral que a sociedade se preocupe mais com aqueles que a não respeitam, que a atacam a cada dia e que a subvertem.
Que tal se sentem os que passaram uma vida a trabalhar para receberem umas migalhas em troca na sua velhice e sejam atacados directamente por aqueles a quem têm de sustentar???

A vida não é justa… mas não é necessário exagerar …”

E aqui vai uma sugestão para um 2011 mais justo, uma mensagem de email enviada por um tio meu:
“Instale os idosos nas prisões e os infractores em lares.

Assim, nossos idosos têm acesso a um chuveiro, passeios, medicamentos, exames odontológicos e médicos regulares.
Receber cadeiras de rodas, etc
Receber o dinheiro em vez de pagar o seu alojamento.
Teria direito a vídeo vigilância contínua, que permite imediatamente receber assistência depois de uma queda ou outra emergência.
Limpeza do quarto, pelo menos duas vezes por semana, roupas lavadas e passadas regularmente.
Um guarda visita a cada 20 minutos e podem receber refeições directamente no seu quarto.
Ter um lugar especial para atender a família.
Ter acesso a uma biblioteca, sala de ginástica, fisioterapia e espiritual, bem como a piscina e até mesmo ensino gratuito.
Pijamas, sapatos, chinelos e assistência jurídica gratuita, mediante pedido.
Quarto, casa de banho e segurança para todos, com um pátio de exercícios, rodeado por um belo jardim.
Cada idoso teria direito a um computador, rádio, televisão.
Teria um “conselho” para ouvir denúncias e, além disso, os guardas terão um código de conduta a ser respeitado!

Agora vem o pensamento:
Politicamente é correcto dar condições de existência a todos, mesmo aos reclusos.
Agora, o que não é admissível é a inversão dos valores em que se assiste à defesa dos mais fortes contra o desleixo dos que não se conseguem defender, como é o caso dos idosos e doentes.
Além do mais, é imoral que a sociedade se preocupe mais com aqueles que a não respeitam, que a atacam a cada dia e que a subvertem.
Que tal se sentem os que passaram uma vida a trabalhar para receberem umas migalhas em troca na sua velhice e sejam atacados directamente por aqueles a quem têm de sustentar???

A vida não é justa… mas não é necessário exagerar …”

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Gravar como WWF

Mais uma interessante e pertinente acção da WWF, a conhecida organização internacional que atua nas áreas da conservação, investigação e recuperação ambiental: acabaram de criar um formato de documento digital que não pode ser impresso, e uma excelente campanha associada. E nada melhor como este novo formato ter exactamente o nome… WWF.

O intuito é reduzir a pressão sobre as florestas a nível global, através da redução do consumo de papel.

Isto não é novidade, claro. Porque já se podem criar os PDFs com a opção de impressão inactiva. Mas a questão aqui ultrapassa as questões técnicas e pretende divulgar e expandir, de um modo simples e eficaz, este novo formato de ficheiros.

Para ler este tipo de ficheiros não é preciso nenhum programa especial para além do Acrobat Reader, ou qualquer aplicação que já interprete ficheiros PDF. Mas para os produzir basta fazer o download da aplicação, para MAC ou Windows, que é, obviamente, gratuita, e pode ser obtida aqui: http://www.saveaswwf.com/en/. Com esta aplicação é adicionada uma nova opção, “SAVE AS WWF”, ao menu de impressão dos documentos, como alternativa à impressoras instaladas. Assim, simples!

Assim que houver a versão em Português, vou tentar implementá-la na instituição onde trabalho, onde quase toda a gente parece ter um tique qualquer com o botão de impressão… os processos actualmente estão todos desmaterializados, está tudo em formato digital, mas é impressionante constatar que tanta gente ainda precisa de imprimir tudo.

É preciso criar consciência nas pessoas. O uso do papel tem que ser reduzido, pois a maioria das vezes, o mesmo é desnecessário. Este novo formato é um excelente contributo para isso.

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